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Pelotas (RS) — Em meio aos desafios enfrentados pela população LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade social, uma iniciativa comunitária no sul do Estado tem se destacado como um verdadeiro ponto de acolhimento e transformação. Trata-se da Casa Casulo, idealizada pelo Coletivo Juliana Martinelli, localizada no bairro do Porto, em Pelotas.
Diferente de um abrigo convencional, o espaço foi idealizado para ir muito além do básico. “Não é só um teto, uma cama e um prato de comida. É uma oportunidade nova de vida”, explica Jerci Cardoso, diretora do projeto. A Casa Casulo atua de forma integral, oferecendo suporte para que os acolhidos encontrem oportunidades tanto no mercado de trabalho quanto no acesso ao ensino universitário.
O projeto é mantido integralmente por meio da solidariedade. Camas, beliches, colchões, eletrodomésticos e móveis foram adquiridos graças a doações dos moradores da região. “A casa funciona 100% com base na doação comunitária. Nós não temos nenhum apoio de verba pública e estamos, neste momento, contando com a força da comunidade”, destaca Eliéser Moura, vice-coordenador do projeto.
Histórias de Recomeço
Os impactos do acolhimento são nítidos na vida de quem passa por lá. O estudante Felipe Borges procurou o coletivo durante o período crítico da pandemia e relata a mudança drástica em sua trajetória. “Antes de conhecer o coletivo, eu andava muito perdido, muito sem esperança. Quando a Jerci chegou lá em casa, ela chegou com amor, com a esperança que eu já não tinha mais”, conta o jovem, visivelmente emocionado. Hoje, Felipe estuda e cursa Administração. “Se algum dia eu precisar de novo, sei que eles vão estar ali”, completa.
Como Ajudar
Para continuar transformando realidades e expandir a capacidade de atendimento a mais pessoas, o Coletivo Juliana Martinelli conta com o apoio contínuo da sociedade. Os interessados em contribuir com doações em dinheiro, móveis ou mantimentos podem entrar em contato diretamente com a organização pelo telefone (53) 98412-8492.
