Uma pessoa LGBT+ foi morta a cada 34 horas no Brasil em 2025, segundo levantamento do Observatório do Grupo Gay da Bahia (GGB). Foram mapeados 257 casos noticiados ao longo do último ano entre homicídios, latrocínios, suicídios e outras causas.
O número representa uma queda de 12% nas mortes violentas, em comparação com o ano anterior, quando 291 mortes foram mapeadas pelo grupo. A ONG alerta para falta de informação e subnotificação quando os crimes estão ligados à comunidade.
As vítimas eram:
- Gays: 156
- Mulheres trans: 46
- Travestis: 18
- Bissexuais: 9
- Lésbicas: 4
- Homens trans: 3
- Heterossexuais: 3*
- Não informado: 16
O Grupo Gay da Bahia (GGB), a mais antiga organização LGBT+ da América Latina, divulga
seu relatório anual sobre mortes violentas de LGBT+ no Brasil referente ao ano de 2025. Este
levantamento, realizado há mais de 45 anos de forma independente e voluntária, baseia-se em
notícias veiculadas na mídia, redes sociais, blogs e correspondências enviadas ao GGB. Os
dados refletem a omissão e subnotificação crônica do Estado brasileiro, que ainda não
implementa sistematicamente o registro de crimes de ódio motivados por LGBTfobia. Portanto,
os números aqui apresentados representam apenas a ponta visível de um iceberg de violência
estrutural de ódio e sangue.
DESTAQUES 2025
- 257 mortes violentas documentadas: 237homicídios e 20 suicídio
- Redução de 11,7% em relação a 2024 (291 casos)
- 1 morte a cada 34 horas
- Brasil mantém triste liderança mundial em assassinatos de pessoas LGBT+, seguido do
México com 40 homicídios e os Estados Unidos, 10.
O Brasil permaneceu, em 2025, como o país com maior número de homicídios e suicídios de
pessoas LGBT+ em todo o mundo. Foram registradas 257 mortes violentas, 34 casos a menos
do que em 2024 – uma redução de 11,7% em relação ao ano anterior (291 mortes). Isso
representa uma morte violenta de LGBT+ a cada 34 horas. Dentro desse total estão incluídos
204 homicídios, 20 suicídios, 17 latrocínios e 16 casos de outras causas (atropelamentos,
afogamentos etc.). Os dados foram divulgados pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), a mais antiga
organização não governamental LGBT+ da América Latina, que realiza este levantamento
desde 1980 – há 45 anos.
A pesquisa do GGB baseia-se em informações coletadas na mídia, em sites de pesquisa na
internet e em correspondências enviadas à ONG. É importante destacar que, lastimavelmente,
não existem estatísticas oficiais específicas sobre crimes de ódio contra a população LGBT+
no Brasil, o que torna este levantamento independente essencial para visibilizar essas
tragédias e fornecer subsídios para políticas públicas visando a erradicação dessa mortandade
e construção da cidadania das minorias sexuais. Reconhecemos que os dados aqui
apresentados são subnotificados devido à falta de sistematização estatal e de financiamento
público para a pesquisa. As 257 mortes violentas documentadas são apenas a ponta visível de
um iceberg de ódio e sangue.
Este trabalho, conduzido sem apoio financeiro governamental, é realizado pelos voluntários
Professores Doutores Marcelo Oliveira e Luiz Mott, que reúnem informações em sites, blogs,
redes sociais e veículos de comunicação.
Fonte: Relatorio grupo Gay da bahia, G1
