×

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou nesta sexta-feira (27) a participação da atleta transgênero Tiffany Abreu nos jogos das semifinais da Copa Brasil de vôlei feminino, que foi realizado neste final da semana em Londrina (PR).

A decisão da ministra foi proferida após a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) recorrer ao Supremo para pedir a suspensão da lei municipal que proibiu a participação de atletas transgêneros nos eventos esportivos da cidade.

Tiffany é atleta do Osasco São Cristóvão Saúde, que teve partida marcada para esta sexta-feira (27) contra o Sesc RJ Flamengo, no ginásio do Moringão, na cidade paranaense.

A ministra entendeu que a norma não está de acordo com a Constituição e representa retrocesso nas políticas de igualdade de gênero e de promoção da dignidade humana.

“Mostra-se fora de dúvida razoável que há possibilidade de se interpretar e fazer incidir o conteúdo da Lei Municipal n. 13.770/2024, o que geraria grande perplexidade e insegurança jurídica e social”, decidiu a ministra.

Apesar de liberar a participação de Tiffany e fazer considerações sobre a lei, Cármen Lúcia não declarou a inconstitucionalidade da norma. A ministra disse que ainda precisa avaliar se a reclamação constitucional, tipo de ação usada pela CBV, pode utilizada para suspender a lei municipal.

CBV

Ao pedir a suspensão da lei, a confederação disse que Tiffany já disputa a competição regulamente e seria prejudicada pela norma.

“No âmbito desportivo, cumpre informar que a atleta Tiffany está devidamente registrada e apta a atuar pelo Osasco na competição, tendo participado das últimas partidas sem qualquer intercorrência, observando-se os termos dos regulamentos e normas de registro editados pela CBV, que autorizam a participação de atletas trans nas competições nacionais, cumpridos os requisitos da política de elegibilidade da CBV”, argumentou a entidade.

Em nota, o Osasco São Cristóvão Saúde afirmou que Tifanny atua profissionalmente há mais de oito anos, tem conduta exemplar e cumpre rigorosamente os critérios médicos estabelecidos pela CBV.

“Nosso clube se pauta pelos valores do esporte, que agregam a inclusão, a diversidade e o respeito a todos os indivíduos. Apoiamos integralmente a nossa atleta e defendemos seu direito constitucional ao trabalho e ao exercício de sua profissão, livre de qualquer forma de discriminação”, declarou a equipe.

Fonte EBC

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Autor

vandersonsamael@gmail.com

home

Vereador que apoiava enventos LGBT em Goiânia é preso em esquema de corrupção

Goiânia, GO — Uma investigação conduzida pela Delegacia Estadual de Combatente à Corrupção (DECCOR) resultou na prisão temporária do ex-secretário de Cultura...

Leia tudo

MPBA investiga esquema de desvio de dinheiro do Carnaval em Salvador em repasses para ações LGBTQIA+

O desvio de R$ 1,1 milhão destinado a eventos do Carnaval do ano passado, em Salvador, está sendo investigado pelo Ministério Público da Bahia, que deflagrou,...

Leia tudo

Violência contra a população LGBTQIA+ dispara no primeiro quadrimestre no estado de São Paulo

Dados do Disque 100 revelam um aumento alarmante de mais de 70% nas denúncias de homofobia e transfobia entre janeiro e abril,...

Leia tudo

Projeto busca ampliar acolhimento a pessoas LGBT+ em Pelotas

Pelotas (RS) — Em meio aos desafios enfrentados pela população LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade social, uma iniciativa comunitária no sul do...

Leia tudo

O Show da Poderosa: A Evolução de Anitta, Da Infância ao Estrelato Internacional!

A trajetória de Anitta (Larissa de Macedo Machado) é marcada por uma ascensão meteórica da periferia do Rio de Janeiro para o...

Leia tudo